Olá caros leitores!

Com muito orgulho e prazer que inicio meu primeiro post sobre cultura , em um dia super importante para todos nos “Cidadãos Brasileiros” e do mundo como um todo!

Hoje comemoramos mais que merecidamente o dia 20 de Novembro, Dia Naciona da Consciência Negra.

É uma pena que até hoje ainda haja preconceito por cor de pele, raça e nacionalidade. Esperamos que um dia possamos ver todos os povos em PAZ, sem luta e nem Guerras devido Miscigenação e religião.

Como não sou nenhuma expert em História, postei esse texto para vocês sobre a História do ZUMBI DOS PALMARES, todos nós Brasileiros(as) temos o sangue Negro correndo das veias e devemos ter orgulho disso, através deles hoje temos liberdade e o direito de ir e vir!

Voltando ao assunto,o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Maiores informações podem ser consultadas no texto História do Quilombo de Palmares.

A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.

Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”

A despeito da comemoração do Dia da Consciência Negra ser no dia da morte de Zumbi e do que essa figura histórica representa enquanto símbolo para movimentos sociais, como o Movimento Negro, há muita polêmica no âmbito acadêmico em torno da imagem de Zumbi e da própria história do Quilombo dos Palmares. As primeiras obras que abordaram esse acontecimento histórico, como as de Edison Carneiro (O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966), de Eduardo Fonseca Jr. (Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988) e de Décio Freitas (Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973), abriram caminho para a compreensão da história da fundação, apogeu e queda do Quilombo dos Palmares, mas, em certa medida, deram espaço para o uso político da figura de Zumbi, o que, segundo outros historiadores que revisaram esse acontecimento, pode ter sido prejudicial para a veracidade dos fatos.

Um dos principais historiadores que estudam e revisam a história do Quilombo dos Palmares atualmente é Flávio dos Santos Gomes, cuja principal obra é De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social (São Paulo: Claro Enigma, 2011). Flávio Gomes procurou, nessa obra, realizar não apenas uma revisão dos fatos a partir do contato direto com as fontes do século XVI e XVII, mas também analisar o uso político da imagem de Zumbi. Segundo esse autor, o tio de Zumbi, Ganga Zumba, que chefiou o quilombo e, inclusive, firmou tratados de paz com as autoridades locais, acabou tendo sua imagem diminuída e pouco conhecida em razão da escolha ideológica de Zumbi como símbolo de luta dos negros.

Além dessa polêmica, há também o problema referente à própria estrutura e proposta de resistência dos quilombos no período colonial. Historiadores como José Murilo de Carvalho acentuam que grandes quilombos, como o de Palmares, não tinham o objetivo estrito de apartar-se completamente da sociedade escravocrata, tendo o próprio Quilombo dos Palmares participado do tráfico e do uso de escravos. Diz ele, na obra Cidadania no Brasil: “Os quilombos que sobreviviam mais tempo acabavam mantendo relações com a sociedade que os cercava, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 48).

As polêmicas partem de indagações como: “Se Zumbi, que foi líder do Quilombo de Palmares, possuía escravos negros, a noção de luta por liberdade nesse contexto era bem específica e não pode colocá-lo como símbolo de resistência contra a escravidão”. A própria história da África e do tráfico negreiro transatlântico revela que grande parte dos escravos que a coroa portuguesa trazia para o Brasil Colônia era comprada dos próprios reinos africanos que capturavam membros de reinos ou tribos rivais e vendiam-nos aos europeus. Essa prática também ressoou, como atestam alguns historiadores, em dada medida, nos quilombos brasileiros.

Nesse sentido, a complexidade dos fatos históricos nem sempre pode adequar-se a anseios políticos. Os estudos históricos precisam dar conta dessa complexidade e fornecer elementos para compreender o passado e sua relação com o presente. Entretanto, esse processo precisa ser cuidadoso. O uso de datas comemorativas como marcos de memória suscita esse tipo de polêmica, que deve ser pensada e discutida criteriosamente, sem prejuízo nem das reivindicações sociais e, tampouco, da veracidade dos fatos.

* Créditos da imagem: Commons

Por Me. Cláudio Fernandes

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FERNANDES, Cláudio. “20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra”; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-da-consciencia-negra.htm&gt;. Acesso em 20 de novembro de 2015.

 Texto tirado de Brasil Escola.

Url: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-da-consciencia-negra.htm

FOTOS RARAS DOS PRIMEIROS NEGROS RETRATADOS E FOTOGRAFADOS

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1.Foto reprodução Pinterest:

Fotografia de escravos brasileiros feitas 150 anos atrás | História Ilustrada Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

 

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2 . Foto reprodução Pinterst : Por Regina serpes

 

Sara Baartman tinha nádegas e órgãos genitais extraordinariamente grandes, e no início de 1800, os europeus estavam obcecados com sua própria superioridade, e tentavam provar os outros, especialmente os negros, eram inferiores, ela foi estuda como uma espécie não humana …

 

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3 . Foto reprodução Pinterest: historiailustrada.com

 

Foto rara de negra carregando criança branca nas costas. Geralmente as negras faziam um saco das saias que usavam para embalar e ninar seus filhos quando choravam. Ano de 1870.

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4. Foto reprodução Pinterest : encontrado em demarcelaparaana.com, por Patricia Zanatta

 

Aqui outra foto de uma escrava carregando uma criança branca nas costas, Brasil ,1880.Bahia.

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5 . LEAD Technologies Inc. V1.01

 

Foto reprodução Pinterest

Escrava Anastácia, ou Anastácia o escravo, era um escravo brasileiro do século 18. Ela sofreu uma existência brutal porque ela se recusou a ceder aos desejos sexuais de seu mestre. Grande parte de sua vida é o tema do folclore e às vezes é retratado com olhos azuis. Uma mulher de grande beleza, ela estava amordaçada com uma máscara e muitas vezes sofria em silêncio. Hoje, em todo o Brasil, muitas mulheres usam a máscara em demonstrações públicas em honra de Anastácia como um sysmbol de resistência.

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6. Foto reprodução Historiailustrada.com.br

Foto reprodução Pinterest

Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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A Glória, vista do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb/Acervo Instituto Moreira Salles).
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Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. Observe o impressionante contraste entre a criança branca com seu brinquedo e os pequenos escravos descalços aos farrapos (Georges Leuzinger/Acervo Instituto Moreira Salles).
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Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).
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Escravos nas colheitas de café,Vale do Paraíba,1882.(Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).(Marc Ferrz)colleción Gilberto Ferrez/acervo Instituto Moreira Salles)
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Primeira foto do trabalho em uma mina de ouro,1888.).(Marc Ferrz)colleción Gilberto Ferrez/acervo Instituto Moreira Salles)
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Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).
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Senhora na liteira (uma espécie de “cadeira portátil”) com dois escravos, Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles).

Pessoal, espero que tenham gostado e até a próxima!

Quem  quiser saber mais entre no site  da historia Ilustrada.

http://www.historiailustrada.com.br/2014/04/raras-fotografias-escravos-brasileiros.html#.U1Fadl46FGa

Beijos !!!

Kênia Nepomuceno

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